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domingo, 3 de fevereiro de 2013

LiteralMENTE - Desalento

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Olá galere, como vocês estão? 
Bom, da última vez eu falei um pouquinho sobre o clássico Machadão, essa semana eu escolhi uma autora contemporânea, Tatiana Salem Levy. Ela é formada em Letras pela UFRJ, tem mestrado em Estudos Literários pela PUC-Rio e doutorado também pela PUC. Ela é escritora e tradutora.

Em 2007 lançou seu primeiro romance, intitulado “A chave de casa” que deu a autora o Prêmio São Paulo na categoria Melhor Livro de Autor Estreante e também foi finalista do Prêmio Jabuti.





Eu conheci o trabalho da Tatiana Levy quando li o seu conto “Desalento” e foi por causa dele que escolhi essa autora para essa semana. O conto fala de uma mãe que acaba de perder seu filho e tem que lidar com as lembranças ao voltar para casa. Essa narrativa é extremamente tocante, a autora consegue passar para o leitor toda a carga sentimental da situação através da descrição do cenário e dos adjetivos usados. Ao terminar de ler, eu comecei a refletir sobre a relação entre as pessoas e como elas são importantes. Foi um dos melhores contos que eu li. 

“Desalento” faz parte do livro “25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira”




domingo, 20 de janeiro de 2013

LiteralMENTE - Eterno Clássico

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Olá pessoal!

Em meio a uma semana extremamente cheia e cansativa, eu consegui tirar um tempinho para escrever para vocês. Então sejam legais, pois quem vos escreve é praticamente um zumbi.

Bom, hoje é de fato a nossa estreia e para começarmos bem, eu escolhi falar um pouquinho sobre Machado de Assis. Alguns podem pensar que Machado está batido e fora de moda, outros podem ter horror à literatura machadiana por ter sido obrigado a ler na escola, mas essa coluna é sobre Literatura e não tem como deixar Machado de fora.  Não falarei de datas e nem de história, afinal o Wikipedia ta aí para isso. hehehe
Joaquim Maria Machado de Assis tem seu lugar cativo no cenário literário brasileiro, pois consegue ser atual mesmo após 100 anos de sua morte. Machado não discute apenas a situação da sociedade, discute também os valores do ser humano e essa questão, por mais debatida que seja, jamais chegará a um fim.



Machado escreveu de tudo um pouco, inclusive poesia, em seu livro chamado “Crisálidas”.

(...)

Minh'alma adivinhou a origem do teu ser;
Quis cantar e sentir; quis amar e viver
A luz que de ti vinha, ardente, viva, pura,
Palpitou, reviveu a pobre criatura;
Do amor grande elevado abriram-se-lhe as fontes;
Fulgiram novos sóis, rasgaram-se horizontes;
Surgiu, abrindo em flor, uma nova região;
Era o dia marcado à minha redenção.
Era assim que eu sonhava a mulher. Era assim:
Corpo de fascinar, alma de querubim;
Era assim: fronte altiva e gesto soberano,
Um porte de rainha a um tempo meigo e ufano,
Em olhos senhoris uma luz tão serena,
E grave como Juno, e belo como Helena!
Era assim, a mulher que extasia e domina,
A mulher que reúne a terra e o céu: Corina!
...

No entanto Machado é mais conhecido por seus romances e acredito que é nesse tipo de escrita que ele usa uma de suas marcas mais interessantes, o humor irônico. Como, por exemplo, no trecho de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, onde o defunto autor dedica suas memórias a um verme

Ao verme
que
primeiro roeu as frias carnes
do meu cadáver
dedico
como saudosa lembrança
estas
Memórias Póstumas


Existem outros traços interessantes na literatura machadiana, como, a escolha dos nomes das personagens. Através dos nomes podemos saber alguma coisa do perfil e do caráter delas. Em “Dom Casmurro”  temos: 

Maria da Glória: Mulher bondosa e generosa. Após diversos abortos, ela faz uma promessa e um filho nasce com vida;
Bento: filho de Maria da Gloria, ao nascer sua mão prometeu que o faria padre. É o esperado, o prometido;
Capitu: Além dos olhos tem também o nome misterioso.

Bom, Machado de Assim é isso e muito mais. Para quem não conhecia muito bem o autor e se interessou eu indico a minissérie “Capitu” e para aqueles que já conheciam e já leram quase todas as obras, a minha dica é o livro “Missa do Galo: Variações Sobre o Mesmo Tema”. Nesse livro, o conto “A Missa do Galo” é reescrito por vários autores. Isso sem falar no acervo do domínio público, onde tem a obra completa do Machado de Assim.



É isso aí pessoal! Espero que vocês tenham gostado e qualquer coisa é só comentar.

domingo, 13 de janeiro de 2013

LiteralMENTE - Apresentação!

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Olá pessoal, sejam bem- vindos!  

A semana de apresentação está quase no fim, então por último, mas não menos importante, apresento à vocês minha coluna: LiteralMENTE!

Bom, meu nome é Jéssica Perdigó, mais conhecida como Perdiga, Perdida, Prd e até mesmo Perdigão. Como toda e boa geminiana, sou alegre, agitada, adoro uma farra, uma viagem, estou sempre de bom humor e de bem com vida. Sou Cabofriense, mas moro em Niterói há dois anos, por causa da faculdade, atualmente estou no 5º período do curso de Letras – Português/ Literaturas, na UFF. Além da literatura, tenho algumas outras paixões, como, cozinhar, comer (fat feelings), filmes, seriados, jornalismo, esportes e fotografia. Gosto especialmente desse último e comecei há pouco tempo a minha singela coleção de câmeras (uma Sony, uma Lomo La Sardina, e uma Fujifilm FinePix S1000) e para quem quiser conferir o resultado, dê uma olhadinha: flickr. Já falei demais sobre mim, né?


A nossa coluna (digo nossa, porque acho que a participação de vocês será imprescindível) será basicamente um lugar para trocarmos informações literárias. Eu falarei (e aceitarei dicas) sobre autores conceituados, poesias, livros de hoje e de ontem, indicarei boas livrarias e sebos e darei dicas de preço. No entanto, acho que o meu principal objetivo é despertar o leitor que existe dentro de vocês!

Beijoss!!